
Sentado no cimo de um moinho imaginário
Olhando o rio .. na sua tranquilidade
Serpenteei como ele até ao mar
Fui do nascente ao poente da saudade
Senti o vento despentear o meu ser
Fui abraçado pelo calor que cai do céu
Respirei sonhos e amarguras incontidas
Senti-me bem, dentro de ti... senti-me teu
Atravessei aquele rio de lado a lado
Jogando pedras com a força do meu braço
Por cada pedra uma história por contar
Cada salpico a vontade de um abraço
Sentado no moinho imaginário
Molhei teu rosto com beijos ao acordar
Senti no ventre que este Alentejo era meu
E este meu o rio era bem maior que o mar...
(António Dimas 09.2007)